Escrito por Agnelo Quelhas
Com o à vontade que lhe é peculiar, o Professor Quintino, contextualizou a recente legislação da Educação Sexual, num longo percurso que agora culmina e se espera comece a dar os frutos desejados.
Falar de sexualidade humana deve ser tão claro e simples como do acto de nos alimentarmos, ou respirarmos.
Se a par da evolução tecnológica que conseguiu criar veículos para colocar o Homem na Lua ou criar satélites fundamentais em diversas áreas, como as comunicações, a humanidade tivesse investido no estudo e compreensão da sexualidade, haveria decerto pessoas mais felizes.
Foi feita a contextualização da adolescência, como etapa de transição e construção da identidade, muitas vezes associada a crises, que permitem o surgimento de adultos mais ou menos equilibrados. As vivências nesta etapa podem ser determinantes e quanto mais informação qualificada estiver disponível para os jovens, havendo oportunidades de a escola abordar as temáticas que vão de encontro ao esclarecimento das suas dúvidas reais, melhor preparados estarão para se aceitarem como são e virem a ter relacionamentos saudáveis e felizes.
Segundo o Professor Quintino, muitos dos problemas relacionais existentes nos casais, devem-se a uma expressão deficiente da sua sexualidade. Somos capazes de ser felizes sem a tecnologia dos foguetões, mas dificilmente o seremos sem a capacidade de viver em pleno a nossa sexualidade.
A recém criada Sociedade para a Promoção da Saúde, pretende também intervir nesta área e contribuir para a diminuição das urgências hospitalares, com situações derivadas da enorme ignorância que ainda cerca a sociedade sobre as questões da sexualidade e que geram doença.
Quintino-Aires termina afirmando que todos somos responsáveis e, apesar de cada um ser guardião da sua vida, a sexualidade é parte integrante e fundamental da relação entre dois adultos que se escolheram para partilhar vidas e corpos.
O debate que se seguiu permitiu esclarecer algumas questões pertinentes, apesar de se sentirem ainda constrangimentos e alguns preferirem questionar de forma privada através do e-mail do Professor.
Somos seres sexuados desde que nascemos até ao final das nossas vidas e se não fizermos uso dessa sexualidade da forma mais adequada não seremos pessoas completas nem seres humanos felizes.
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